Documentos tornados públicos pela Justiça dos Estados Unidos sobre o caso do financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019, passaram a citar o Brasil em diferentes trechos, despertando atenção de autoridades e da opinião pública. As menções aparecem em arquivos de investigações, depoimentos e trocas de mensagens analisadas após a liberação judicial do material.
Nos registros, há referências genéricas ao Brasil, a brasileiras e a contatos ligados ao mercado da moda, incluindo relatos sobre possíveis recrutamentos de jovens para eventos e festas organizadas por pessoas próximas a Epstein. Alguns documentos citam a presença de modelos brasileiras em encontros nos Estados Unidos, além de anotações que sugerem viagens, contatos logísticos e intermediações feitas por pessoas da rede do financista. Grande parte do conteúdo, no entanto, está tarjada ou sem identificação clara.
Também surgem menções a trocas de e-mails e mensagens envolvendo uma brasileira, responsável por organizar demandas pessoais, viagens e outros pedidos. Esses registros levaram o Ministério Público Federal a acompanhar o caso, a fim de verificar se há elementos que justifiquem apuração no Brasil, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes.
Autoridades brasileiras ressaltam que a simples citação do país ou de nacionais nos documentos não significa envolvimento direto em crimes. As investigações seguem em curso, e os órgãos competentes analisam o material para esclarecer responsabilidades, reforçando que o caso ainda depende de aprofundamento e contextualização das informações divulgadas.