O Brasil continua enfrentando dificuldades no combate à corrupção, segundo indicadores internacionais que avaliam a percepção sobre a integridade no setor público. O principal deles é o Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado anualmente por uma organização internacional de transparência, que analisa a visão de especialistas e executivos sobre práticas corruptas em diferentes países.
No levantamento mais recente, o Brasil obteve 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, em que notas mais baixas indicam maior percepção de corrupção. Com esse resultado, o país ocupa a 107ª posição entre mais de 180 países avaliados, ficando abaixo da média global e também da média dos países das Américas.
A série histórica mostra que o Brasil já apresentou desempenho melhor em anos anteriores, mas perdeu posições ao longo da última década. Especialistas apontam que a estagnação do índice reflete fragilidades institucionais, dificuldades na aplicação das leis e a percepção de enfraquecimento de políticas públicas voltadas à transparência e ao controle de irregularidades.
O índice não mede casos específicos ou condenações judiciais, mas sim a percepção sobre corrupção no setor público, levando em conta fatores como funcionamento das instituições, controle de gastos, independência de órgãos de fiscalização e transparência administrativa.
Em comparação internacional, o Brasil aparece distante de países que lideram o ranking, conhecidos por sistemas públicos mais transparentes e eficientes. O resultado reforça a necessidade de fortalecer mecanismos de prevenção, fiscalização e responsabilização, além de ampliar o acesso à informação e a participação da sociedade no controle dos recursos públicos.
O desempenho no índice evidencia que o combate à corrupção segue como um dos principais desafios do país, exigindo ações contínuas para melhorar a confiança nas instituições e a qualidade da governança pública.