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Escassez de pititinga em Salvador faz peixe ficar mais caro que o camarão

Escassez de pititinga em Salvador eleva preços e faz peixe tradicional ficar mais caro que o camarão em feiras e mercados.
Foto: Moysés Suzart

A pititinga, peixe tradicional na mesa dos soteropolitanos e presença garantida em feiras e mercados populares, vive um momento de escassez em Salvador. A redução na oferta tem provocado uma alta significativa nos preços, fazendo com que, em alguns pontos da cidade, o quilo do peixe esteja sendo vendido mais caro que o camarão, alimento historicamente associado a valores mais elevados.

De acordo com vendedores e pescadores, a diminuição da pititinga está relacionada a uma combinação de fatores. As condições climáticas desfavoráveis, com mudanças no regime de ventos e mar mais agitado, dificultaram a pesca artesanal nas últimas semanas. Além disso, pescadores relatam que o período não tem sido favorável para a captura do peixe, que costuma aparecer em maior quantidade em épocas específicas do ano.

Nos mercados populares e feiras livres de Salvador, o impacto já é sentido pelo consumidor. Enquanto o quilo da pititinga chega a valores considerados elevados para o padrão do produto, o camarão impulsionado por maior oferta e produção em cativeiro, aparece com preços mais estáveis e, em alguns casos, inferiores. A situação surpreende clientes habituais, que veem a pititinga como uma opção tradicionalmente mais acessível.

Para os comerciantes, o cenário também é desafiador. Com menos peixe disponível, muitos precisam repassar o aumento ao consumidor para evitar prejuízos. Já os pescadores afirmam que, mesmo com o preço mais alto, o ganho não é proporcional, já que o volume de pesca caiu consideravelmente e os custos com combustível e manutenção das embarcações continuam elevados.

Especialistas apontam que a tendência é de normalização dos preços assim que a oferta da pititinga voltar a aumentar, especialmente com a melhora das condições do mar. Até lá, consumidores devem encontrar valores elevados e menor disponibilidade do peixe, enquanto o camarão segue como alternativa mais barata em algumas bancas da capital baiana.

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