O uso da inteligência artificial tem impulsionado avanços significativos no diagnóstico precoce do câncer de mama, especialmente na análise de mamografias. Sistemas baseados em IA conseguem identificar padrões suspeitos com maior rapidez e precisão, auxiliando profissionais de saúde na detecção de tumores ainda em estágios iniciais, o que aumenta consideravelmente as chances de cura.
Apesar do progresso tecnológico, o rastreamento da doença no Brasil permanece insuficiente. Uma parcela reduzida das mulheres que estão na faixa etária recomendada realiza mamografia regularmente, índice muito abaixo do ideal para o controle eficaz do câncer de mama. A baixa cobertura dificulta o diagnóstico precoce e contribui para que muitos casos ainda sejam descobertos em fases avançadas.
Especialistas alertam que o principal desafio não é a falta de tecnologia, mas sim a ausência de políticas públicas mais eficientes, ampliação do acesso aos exames e redução das desigualdades regionais. Para que a IA tenha impacto real na redução da mortalidade, é fundamental investir em programas de prevenção, informação e organização do rastreamento em todo o país.