Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post

Polilaminina: molécula descoberta no Brasil que promete revolucionar o tratamento de lesões na medula

Molécula brasileira polilaminina mostra potencial inédito para regenerar a medula espinhal e devolver movimentos a pessoas com paralisia.
Foto: Gettyimages

Uma descoberta científica feita no Brasil tem reacendido a esperança de pessoas que convivem com paralisia causada por lesões na medula espinhal. Trata-se da polilaminina, uma molécula desenvolvida por pesquisadores brasileiros que demonstrou capacidade de estimular a regeneração de neurônios em áreas lesionadas da medula, um dos maiores desafios da medicina moderna.

A polilaminina é derivada da laminina, uma proteína naturalmente presente no organismo humano e essencial no desenvolvimento do sistema nervoso ainda na fase embrionária. Em laboratório, cientistas conseguiram modificar essa proteína, fazendo com que ela se organize em uma estrutura que funciona como um “andaime biológico”, capaz de orientar o crescimento de fibras nervosas danificadas e ajudar a reconectar circuitos interrompidos por traumas.

A descoberta ocorreu de forma inesperada, ao longo de quase três décadas de pesquisas. Durante experimentos de rotina, pesquisadores observaram que a laminina modificada apresentava um comportamento diferente do esperado, estimulando de forma intensa o crescimento de neurônios. A partir dessa observação, novos testes foram realizados, revelando o potencial da substância para atuar diretamente em lesões da medula espinhal.

Os resultados iniciais em modelos experimentais foram considerados animadores. Em testes com animais, a aplicação da polilaminina no local da lesão levou à regeneração parcial de fibras nervosas e à recuperação de funções motoras antes perdidas. Esses achados chamaram a atenção da comunidade científica internacional, já que, até hoje, a medula espinhal é vista como um tecido com baixíssima capacidade de regeneração espontânea.

Com base nesses dados, a pesquisa avançou para fases iniciais de testes em humanos, ainda de forma experimental. Em alguns casos, pacientes com lesões graves apresentaram respostas motoras mais significativas do que o normalmente observado com tratamentos convencionais. Embora esses resultados ainda não sejam conclusivos, eles reforçam o potencial inovador da molécula.

No início de 2026, o avanço ganhou um novo marco com a autorização para a realização de testes clínicos de fase inicial, cujo principal objetivo é avaliar a segurança da polilaminina em seres humanos. Nessa etapa, o foco não é comprovar a eficácia definitiva do tratamento, mas garantir que a substância possa ser aplicada sem riscos graves aos pacientes. As aplicações são feitas, preferencialmente, pouco tempo após a ocorrência da lesão, geralmente durante procedimentos cirúrgicos.

Especialistas ressaltam que o caminho até um tratamento disponível para a população ainda é longo. Serão necessárias novas fases de estudos clínicos, com um número maior de pacientes, além de análises rigorosas para confirmar a eficácia e a segurança da terapia em diferentes tipos e graus de lesão medular.

Mesmo assim, o impacto potencial da descoberta é enorme. Caso os resultados positivos se confirmem nas próximas etapas, a polilaminina poderá representar uma mudança histórica no tratamento de lesões da medula espinhal, oferecendo esperança real de recuperação para milhares de pessoas que hoje convivem com a paraplegia ou a tetraplegia sem opções terapêuticas eficazes.

Notícias Mais Lidas

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post