O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, afirmou que a cotação do dólar deve se manter próxima de R$ 5 nos próximos meses, refletindo a fraqueza global da moeda americana. Ele destacou que, se o real seguisse de perto o comportamento do dólar no mundo, a cotação da moeda norte-americana estaria em torno de R$ 4,60. Além disso, se o real acompanhasse uma cesta de países emergentes com características semelhantes às do Brasil, o dólar estaria em cerca de R$ 4,90.
Honorato também comentou sobre a ideia de uma possível moeda única do Brics, grupo de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China. Ele considera essa proposta “muito ruim” e acredita que o Brasil deveria evitar essa ideia.
Em relação à política monetária, Honorato observou que a desaceleração da atividade doméstica e um câmbio comportado podem ser indicativos para o início de um ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic. No entanto, ele considera “praticamente impossível” que a inflação atinja a atual meta de 3%, devido ao perfil fiscal do governo e ao estímulo à demanda.