O evento IBM Accelerate by Forbes, realizado em São Paulo, reuniu lideranças de tecnologia para debater os desafios e oportunidades da inteligência artificial generativa e sua relação com a computação em nuvem híbrida.
Nuvem híbrida como base para inovação
Marcelo Braga, presidente da IBM Brasil, afirmou que a nuvem híbrida não deve ser entendida como uma solução única e dominante, mas sim como um modelo que combina diferentes fornecedores e tecnologias em colaboração. Ele destacou a importância de focar em resiliência, desempenho e segurança durante a migração para esse modelo de nuvem.
Uso responsável da IA e mudança de mentalidade
Cristina Palmaka, conselheira e ex-presidente da SAP na América Latina, ressaltou que a tecnologia só é efetiva se agregar valor real aos negócios. Ela enfatizou a necessidade de aplicação ética da IA, com atenção especial a riscos e governança.
Guilherme Horn, head do WhatsApp Brasil, acrescentou que a inovação exige mais do que eficiência: ela pode abrir caminho para novos modelos de negócio, desde que as empresas adotem uma mudança de mentalidade.
Exemplos práticos e visão técnica
No encontro, representantes de diversas empresas mostraram como têm integrado IA e nuvem híbrida em suas operações:
- Cíntia Barcelos, CTO do Bradesco, contou que o banco está se posicionando como plataforma “AI First”, aplicando IA em áreas como cobrança e automação de processos internos.
- Thiago Viola (IBM Brasil) e Rodrigo Magalhães (especialista em nuvem) mantiveram que a IA traz ganhos operacionais e que a nuvem é essencial para viabilizar seu uso de maneira escalável e segura.
- Roberto Corrêa, da Intel, falou sobre o projeto Gaudi 3, uma tecnologia desenhada para cargas de trabalho de IA generativa, com foco em eficiência de custo e alto desempenho.
- Representantes de empresas como Red Hat, HashiCorp e Benner também destacaram o papel da automação, da IA nos processos e da necessidade de repensar modelos de negócio.
Perspectiva estratégica e impactos
Glaucia Guarcello, CEO da Singularity University, encerrou o evento afirmando que a convergência entre IA e nuvem constitui uma nova era tecnológica, comparável à eletricidade e à internet. Para ela, o grande risco para empresas não é adotar novas tecnologias, mas tornar-se irrelevante.
Foi também destacada a importância de posicionar dados e cargas de trabalho onde tenham melhor desempenho — seja na nuvem pública, privada ou na borda da rede — de modo a otimizar resultados em ambientes híbridos.