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Só 2,4% dos jovens pobres dominam português e matemática: Brasil encara crise silenciosa nas escolas

Na faixa dos 20% mais pobres do país, apenas 2,4% dos jovens do 3º ano do ensino médio alcançaram aprendizado considerado adequado em língua portuguesa e matemática em 2023, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025.

Na faixa dos 20% mais pobres do país, apenas 2,4% dos jovens do 3º ano do ensino médio alcançaram aprendizado considerado adequado em língua portuguesa e matemática em 2023, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025. CNN Brasil
Por outro lado, entre os 20% mais ricos, o índice sobe para 16,3%, mostrando um fosso brutal de desigualdade educacional. CNN Brasil

Esse cenário revela que, no Brasil, a educação ainda é uma herança de classe — muitos nascem com desvantagens tão profundas que aprendem menos, mesmo estando na escola. CNN Brasil


Desigualdades em foco

  • Em escolas públicas, apenas 4,5% dos estudantes do 3º ano atingiram aprendizado adequado nas duas disciplinas. CNN Brasil
  • Nas escolas privadas, esse índice sobe para 28% — mas mesmo aí os resultados ainda são pouco expressivos para uma elite que já parte de vantagem cívica e financeira. CNN Brasil
  • O problema é nacional e atravessa redes: até em instituições privadas, muitos alunos não atingem níveis mínimos de domínio das matérias. CNN Brasil

Causas e implicações

O diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana, André Lázaro, afirma que estamos diante da naturalização das desigualdades: “educação ainda é herança de classe”. CNN Brasil
Ele aponta fatores estruturais importantes:

  • Disparidades regionais (urbano vs rural)
  • Condições econômicas familiares
  • Infraestrutura escolar insuficiente, redes mais frágeis no campo
  • Muitos professores em contratos temporários: quase metade em algumas redes estaduais CNN Brasil

As consequências vão além da sala de aula: quando jovens saem da escola sem domínio básico de leitura e cálculo, a cidadania torna-se frágil, o acesso ao emprego digno diminui e as chances de perpetuar ciclos de pobreza se multiplicam.


Reflexos nacionais e geopolíticos

  • Desenvolvimento humano estagnado: se parcela grande da juventude sai da escola sem habilidades mínimas, o país perde em competitividade, inovação e prosperidade.
  • Desigualdade que enfraquece a democracia: cidadãos mal formados têm menos participação política consciente.
  • Imagem internacional: para investidores e organismos multilaterais, resultados tão dramáticos suscitam dúvidas sobre o Brasil como polo de educação.
  • Pressão por reformas profundas: essa virada exige reengenharia nas políticas públicas educacionais — mudança curricular, valorização docente, financiamento forte e foco em equidade.

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