Na cúpula da CELAC realizada em Honduras, o presidente Lula alertou que a América Latina e o Caribe enfrentam “um dos momentos mais críticos de sua história”. Segundo ele, a autonomia desses países está novamente em xeque, com “tentativas de restaurar antigas hegemonias” que pairam sobre a região.
Para o presidente, “intervenções e tarifas arbitrárias” desestabilizam economias e elevam custos, colocando o bloco inteiro em situação de vulnerabilidade. Ele afirmou que a inserção internacional da região não pode mais se guiar apenas por interesses defensivos — é preciso ter um plano de ação estruturado.
Lula defendeu que, para proteger seus interesses, os países latino-americanos devem fortalecer o comércio entre si, elevar suas economias, e abrir mão de modelos obsoletos de dependência externa. Ele lamentou que a regra de consenso da CELAC, segundo ele, “gera mais paralisia do que unidade”, e sugeriu a criação de um grupo de trabalho para avaliar essa regra.