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Por que tomamos decisões ruins? A resposta pode estar no tédio

Entenda como o tédio e a busca por novidade podem levar a decisões impulsivas e comportamentos arriscados
Foto: Getty Images

O motivo surpreendente por trás de nossas más decisões

Você já se perguntou por que, às vezes, mesmo sem motivo aparente, acaba fazendo uma escolha que se arrepende depois? Pode parecer impulsividade pura — mas uma emoção subestimada aparece como grande vilã: o tédio.

A sensação de tédio não é mero “nada pra fazer”, mas um sinal do cérebro de que sua experiência atual não está estimulando o suficiente. Isso abre caminho para que a gente busque “algo novo qualquer” — que pode ser ruim ou arriscado — só para evitar essa sensação de vazio. Estudos de 2019 na revista Emotion mostraram exatamente isso: participantes entediados repetiram tarefas monótonas e, quando tiveram opção de novidade, preferiram até aquela que parecia desconfortável — só por não estar parados.

Outro estudo de 2022 acompanhou mais de 700 pessoas por três meses e mediu três variáveis: tédio, flexibilidade cognitiva e senso de significado na vida. Resultado? O tédio foi associado a menor significado — mas somente para quem tinha pouca flexibilidade. Quem usou o tédio como alerta — “algo precisa mudar” — transformou a sensação em criatividade, reflexão e avanço.

Ou seja: o tédio não é o problema; é a resposta que damos a ele que determina o rumo. Fugir dele com compras impulsivas, relacionamentos passageiros ou riscos desnecessários pode virar armadilha. Mas abraçá-lo como ponto de virada pode gerar renovação de verdade.

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