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Quando o crime vira empresa: facções “ultracapitalizadas” no Rio

Megaoperação da Polícia Civil contra o Comando Vermelho na terça-feira resultou em ao menos 64 mortes e 81 prisões
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino afirmou que o estado do Rio de Janeiro vive um caos porque as facções criminosas que atuam no estado estão hoje “ultracapitalizadas”, segundo ele. A declaração foi dada durante o Fórum Nacional Brasil Export Infraestrutura 2025.
Dino explicou que essas organizações não estão restritas ao tráfico de drogas: “Hoje, são grandes operadoras do garimpo, do mercado imobiliário, do mercado de combustíveis.”
Ele apontou que o dinheiro desse crime não está mais “embaixo do colchão”, mas dentro de instituições financeiras, o que exige maior integração entre bancos, polícia e justiça.
A afirmação se dá no contexto da megaoperação “Contenção”, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou numa mobilização de cerca de 2.500 policiais e mais de 60 mortes — 64 ao todo, segundo balanço.
Para o ministro, essa mudança — de “quadrilha de rua” para “empresas criminosas” — agrava o desafio da segurança pública e exige mudanças estratégicas para desarticular não apenas o braço armado, mas a estrutura financeira dessas organizações.

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