Pesquisadores identificaram que a ativação contínua de uma enzima — ainda não amplamente conhecida fora dos meios científicos — está fortemente associada ao desenvolvimento de obesidade causada por excesso alimentar. Essa enzima facilita que o corpo transforme comida em reserva de gordura de forma mais agressiva, elevando o risco de ganho de peso rapidamente.
Em ensaios laboratoriais, animais com a enzima “desligada” resistiram a dietas altamente calóricas, acumulando menos gordura e tendo metabólitos mais saudáveis. Os cientistas apontam que, se isso for replicado em humanos, pode representar uma nova terapia para obesidade — uma condição global que afeta bilhões.
Entretanto, os autores enfatizam que ainda estão longe de aprovação clínica: ainda há necessidade de testes em humanos, avaliação de efeitos colaterais e definição de segurança. Além disso, destacam que cuidar da alimentação, manter atividade física e bom sono continuam pilares indispensáveis. Ainda assim, a descoberta lança luz sobre como nosso corpo “responde” ao excesso — e não só “quanto” comemos.
Para os especialistas, a obesidade por excesso alimentar pode passar de “culpa exclusiva do prato” para “interação entre prato, genética e resposta metabólica”. E isso pode abrir caminho para tratamentos mais precisos.