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Haddad celebra aprovação da nova isenção do Imposto de Renda e afirma que medida é um marco na justiça fiscal do país

Haddad comemorou a aprovação da nova isenção do Imposto de Renda, que libera do pagamento quem ganha até R$ 5 mil por mês. Ele disse que a medida é uma vitória para quem mais precisa e reforça a justiça fiscal no país.
Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou nesta quarta-feira (5) a aprovação no Senado Federal da proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. A medida, uma das principais promessas econômicas do governo federal, foi aprovada com ampla maioria e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Haddad, o novo patamar de isenção representa um avanço histórico na justiça tributária brasileira. O ministro afirmou que a medida “é uma vitória para quem mais precisa” e que, pela primeira vez em muitos anos, o país corrige uma distorção que vinha penalizando justamente os trabalhadores de menor renda. “Estamos dando um passo importante para equilibrar o sistema tributário, colocando mais dinheiro no bolso de quem movimenta a economia e menos peso sobre quem ganha menos”, declarou.

A ampliação da isenção era uma das principais metas do governo desde o início do mandato. Até então, a faixa de isenção estava limitada a rendas de até R$ 2.824, o que fazia com que milhões de trabalhadores com salários relativamente baixos ainda fossem obrigados a contribuir com o imposto. Com o novo limite de R$ 5 mil, milhões de brasileiros deixarão de pagar o IR, o que representa um aumento real de renda e um estímulo direto ao consumo.

O texto aprovado também prevê alíquotas escalonadas para quem ganha acima do limite, de modo que o aumento da isenção não prejudique o equilíbrio fiscal. Para compensar a perda de arrecadação, o governo anunciou mecanismos de taxação sobre rendas mais altas, lucros e dividendos de grandes empresas, além de ganhos no exterior. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida é neutra em termos fiscais, ou seja, não comprometerá o orçamento público.

Haddad ressaltou que o impacto da nova faixa de isenção vai muito além dos números. Para ele, o projeto simboliza um novo olhar sobre a economia popular, reconhecendo o papel fundamental das famílias de baixa renda no dinamismo econômico. “Quando um trabalhador deixa de pagar o imposto e passa a ter mais dinheiro no fim do mês, ele consome mais, melhora a vida da família, aquece o comércio e impulsiona a produção. É um ciclo virtuoso”, explicou.

A proposta foi amplamente apoiada no Congresso Nacional, tanto pela base governista quanto por setores da oposição, que reconheceram a necessidade de atualização da tabela do imposto. Essa harmonia entre diferentes correntes políticas foi destacada por Haddad como um sinal de maturidade institucional. “O país mostrou que é possível construir consensos em torno de pautas que beneficiam a maioria da população. É um dia que entra para a história da política econômica brasileira”, afirmou.

Com a nova faixa, o Brasil também se aproxima dos padrões de isenção adotados em outros países da América Latina, onde a tributação direta incide mais fortemente sobre as camadas de maior renda. Especialistas afirmam que essa mudança ajuda a reduzir a regressividade do sistema tributário, ou seja, a tendência de que os mais pobres paguem proporcionalmente mais impostos que os ricos.

Outro ponto importante é o efeito econômico esperado: estima-se que a ampliação da isenção possa injetar bilhões de reais na economia ao longo de 2026, por meio do aumento do poder de compra das famílias e do estímulo ao consumo interno. O governo aposta que esse impulso no mercado doméstico ajudará a sustentar o crescimento e, ao mesmo tempo, a elevar a arrecadação indireta, equilibrando o impacto fiscal.

Haddad também aproveitou o momento para destacar que a medida faz parte de um plano mais amplo de reforma tributária, que busca simplificar o sistema de impostos e reduzir desigualdades. Ele lembrou que a primeira fase da reforma, voltada à unificação dos tributos sobre consumo, já foi aprovada e que a próxima etapa referente à renda e patrimônio, deve avançar em 2026.

“Estamos reconstruindo o sistema tributário brasileiro com base em um princípio simples: quem pode mais, paga mais; quem pode menos, paga menos. É isso que dá legitimidade ao Estado e que garante a sustentabilidade do crescimento com inclusão social”, disse o ministro.

A nova regra deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2026, após a sanção presidencial e a regulamentação pela Receita Federal. O governo prepara uma campanha de orientação para esclarecer os contribuintes sobre as mudanças e evitar dúvidas no preenchimento das declarações.

Para o ministro, a ampliação da isenção do Imposto de Renda é mais do que uma medida técnica: é uma mudança de paradigma na forma como o país enxerga sua política fiscal. “Essa é uma conquista do povo brasileiro. É um passo firme para que o sistema de impostos deixe de ser um peso sobre os mais pobres e passe a ser um instrumento de justiça e desenvolvimento”, concluiu Haddad.

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