Autoridades de saúde intensificaram o combate à dengue com a liberação controlada de mosquitos estéreis em áreas com alto número de casos. A estratégia busca reduzir a população do Aedes aegypti, principal transmissor da dengue, zika e chikungunya, sem o uso de inseticidas químicos.
A técnica vem sendo aplicada de forma planejada e monitorada, como parte de um conjunto de ações para conter surtos da doença, especialmente em períodos de calor e chuvas intensas.
Como funciona a técnica dos mosquitos estéreis
Os mosquitos liberados são machos, que não picam seres humanos. Eles passam por um processo tecnológico que os torna estéreis. Ao acasalarem com fêmeas selvagens, os ovos gerados não se desenvolvem, interrompendo o ciclo de reprodução do mosquito.
Com o tempo, a diminuição da taxa de nascimento leva à redução significativa da população do vetor, ajudando a controlar a transmissão da dengue de forma sustentável e ambientalmente segura.
Vantagens da estratégia
Entre os principais benefícios da liberação de mosquitos estéreis estão:
• Redução do uso de inseticidas
• Menor impacto ambiental
• Método seguro para a população
• Controle focado no mosquito transmissor
Especialistas ressaltam que a técnica não substitui medidas tradicionais, como eliminação de focos de água parada, mas funciona como um reforço importante no combate à doença.
Dengue segue como alerta de saúde pública
Mesmo com o avanço tecnológico, autoridades reforçam que a colaboração da população continua essencial. Manter caixas d’água vedadas, eliminar recipientes com água parada e permitir a entrada de agentes de saúde seguem sendo ações fundamentais.
A liberação de mosquitos estéreis representa um passo inovador no enfrentamento da dengue, mostrando como ciência e tecnologia podem atuar juntas para proteger a saúde pública.