A primeira pesquisa eleitoral que simula a corrida presidencial sem a presença de Jair Bolsonaro como candidato mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em vantagem no segundo turno. De acordo com o levantamento, Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 36%, em um cenário que marca a estreia do filho do ex-presidente como principal nome da direita na disputa nacional.
O resultado indica uma vantagem de 10 pontos percentuais para Lula e sugere que, mesmo sem Bolsonaro diretamente na disputa, a polarização política segue presente no país. A pesquisa também revela que parte do eleitorado bolsonarista ainda não migrou integralmente para Flávio, o que ajuda a explicar a diferença observada no confronto direto.
Desempenho dos candidatos e leitura do cenário
Lula mantém desempenho sólido, sustentado principalmente por eleitores que avaliam positivamente o governo atual e por parcelas do eleitorado que rejeitam o bolsonarismo, mesmo em uma nova liderança. O presidente aparece com índices mais altos entre eleitores de menor renda, no Nordeste e entre aqueles que priorizam políticas sociais e estabilidade institucional.
Já Flávio Bolsonaro herda parte do capital político do pai, especialmente entre eleitores conservadores e alinhados ao discurso da direita. No entanto, o senador ainda enfrenta desafios relacionados à sua projeção nacional e à consolidação de sua imagem como líder político independente, além da resistência de eleitores que associam o sobrenome Bolsonaro a crises e controvérsias do passado.
Impacto da ausência de Jair Bolsonaro
A ausência de Jair Bolsonaro na simulação altera significativamente o tabuleiro eleitoral. Bolsonaro segue sendo a principal referência da direita, e sua não participação direta abre espaço para disputas internas no campo conservador, além de dificultar a transferência total de votos para um sucessor.
Analistas avaliam que o desempenho de Flávio depende diretamente do grau de apoio explícito do pai e da capacidade do senador de unificar a direita em torno de seu nome. Sem isso, parte do eleitorado pode migrar para outras candidaturas ou optar pela abstenção.
O que a pesquisa indica para 2026
O levantamento sugere que Lula entra como favorito em um cenário de segundo turno sem Jair Bolsonaro, mas o quadro ainda é considerado aberto. O nível de indefinição do eleitorado é relevante, e mudanças econômicas, políticas e alianças partidárias podem alterar o cenário até a eleição.
A pesquisa reforça que a sucessão do bolsonarismo será um dos principais fatores da disputa de 2026, enquanto Lula busca manter a liderança eleitoral em meio a um ambiente político ainda marcado por forte polarização.