O consumo de álcool faz parte da cultura social. Já os energéticos ganharam espaço rápido, principalmente entre jovens e adultos que buscam mais disposição para trabalhar, estudar ou se divertir.
O problema começa quando esses hábitos passam do ocasional para o frequente — e, pior ainda, quando álcool e energéticos são combinados.
O álcool e o coração: nem sempre inofensivo
Durante muito tempo, o álcool foi visto como algo “inofensivo” quando consumido com moderação. Hoje, a ciência é mais clara: quanto menos álcool, melhor para o coração.
O consumo regular pode provocar:
- Aumento da pressão arterial
- Alterações no ritmo cardíaco (arritmias)
- Ganho de peso e aumento da gordura abdominal
- Elevação dos triglicerídeos
- Inflamação do músculo cardíaco (miocardiopatia alcoólica)
Mesmo pessoas jovens e aparentemente saudáveis podem desenvolver palpitações, crises de arritmia e elevação da pressão após episódios de consumo excessivo.
⚡ Energéticos: estimulantes que aceleram demais
Energéticos não são apenas bebidas “para dar energia”.
Eles contêm doses de cafeína, além de taurina, guaraná e outros estimulantes que atuam diretamente no sistema nervoso e cardiovascular.
O resultado pode ser:
- Aceleração dos batimentos cardíacos
- Aumento da pressão arterial
- Ansiedade, tremores e insônia
- Maior risco de arritmias
Para quem já tem hipertensão, ansiedade ou alguma doença cardíaca, os riscos são ainda maiores — mesmo com consumo aparentemente pequeno.
A mistura perigosa: álcool + energético
Aqui está o ponto mais preocupante.
Quando o álcool é misturado com energético, o risco não soma — multiplica.
O energético mascara os efeitos do álcool, fazendo a pessoa beber mais sem perceber. O cérebro se sente “alerta”, mas o corpo continua intoxicado.
Isso favorece:
- Consumo excessivo de álcool
- Arritmias graves
- Elevação súbita da pressão
- Desidratação intensa
- Maior risco de infarto e morte súbita
Não é raro ver jovens saudáveis chegarem aos serviços de emergência com taquicardia intensa, dor no peito e mal-estar após esse tipo de combinação.
E os impactos além do coração?
Além dos efeitos cardiovasculares, essa associação prejudica:
- O sono
- A saúde mental
- A memória
- O controle da ansiedade
- O rendimento no dia seguinte
O ciclo se repete: mais cansaço, mais estimulantes, mais álcool — e menos saúde.
O olhar da Medicina do Estilo de Vida
A Medicina do Estilo de Vida propõe algo simples e poderoso: consciência e equilíbrio.
Não se trata de proibição, mas de informação e escolha.
Reduzir ou evitar o álcool, abandonar energéticos como rotina e priorizar:
- Sono de qualidade
- Alimentação equilibrada
- Atividade física
- Manejo do estresse
Essas atitudes protegem o coração hoje e previnem doenças amanhã.
Conclusão
O coração é forte, mas não é invencível.
Ele responde às escolhas diárias — inclusive às que parecem pequenas ou inofensivas.
Quando falamos de álcool e energéticos, a mensagem é clara: moderação não é exagero, é cuidado.
E cuidado é sempre o melhor investimento em saúde.