Os preços do ouro e da prata dispararam nos mercados globais nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, em resposta ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo a Venezuela. O movimento para esses metais preciosos reflete uma busca intensa por ativos considerados “porto-seguro” em meio à incerteza política e econômica na América Latina.
Na abertura das negociações, o ouro apresentou fortes ganhos, superando a faixa de US$ 4.400 por onça, com alta de mais de 2 % em relação ao fechamento anterior e aproximando-se de máximos recentes. A prata também teve um desempenho ainda mais expressivo, subindo cerca de 4 % a 5 % no mesmo período, movimentos que destacam a forte demanda dos investidores por proteção em momentos de maior risco global.
Esses ganhos intensificaram-se após uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela no fim de semana, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e gerou dúvidas sobre a estabilidade política e o futuro da maior economia petrolífera da região. A ação contribuiu para acirrar preocupações sobre possíveis distúrbios adicionais na oferta de petróleo e repercussões macroeconômicas mais amplas.
Investidores reagiram rapidamente deslocando capital para ativos tradicionalmente seguros em períodos de turbulência, como ouro e prata, levando ambos os metais a valores próximos ou acima de níveis recordes vistos no final de 2025. O movimento também aconteceu em meio à expectativa de que o Federal Reserve dos EUA pode reduzir as taxas de juros ao longo de 2026, um ambiente que normalmente favorece preços mais altos de metais preciosos.
Ouro e prata já vinham de fortes desempenhos em 2025, com ambos registrando ganhos significativos ao longo do ano anterior, mas os eventos mais recentes intensificaram esse movimento, ressaltando o papel desses metais como proteção em tempos de instabilidade.