O roubo de veículos segue como um dos principais desafios da segurança pública em Salvador, embora os dados dos últimos anos indiquem uma tendência de redução gradual nas ocorrências. A capital baiana enfrentou picos desse tipo de crime no início da década, impulsionados por fatores como atuação de quadrilhas especializadas, mercado ilegal de peças e dificuldades estruturais no policiamento urbano. Nos anos mais recentes, no entanto, ações integradas das forças de segurança começaram a apresentar resultados mais consistentes.
Em 2021, Salvador registrou cerca de 6 mil ocorrências de roubo de veículos, número considerado elevado e ainda reflexo do período pós-pandemia, quando houve aumento da criminalidade patrimonial em grandes centros urbanos. Já em 2022, os registros permaneceram em patamar semelhante, com leve recuo, ficando em torno de 5,8 mil casos, indicando os primeiros sinais de estabilização. No ano seguinte, 2023, os números continuaram a cair de forma moderada, alcançando aproximadamente 5,4 mil ocorrências, com destaque para o aumento na recuperação de veículos roubados.
O ano de 2024 marcou uma queda mais perceptível. Estimativas apontam cerca de 4,9 mil roubos de veículos na capital, resultado associado ao reforço do policiamento ostensivo, operações específicas contra desmanches ilegais e maior uso de tecnologia, como sistemas de monitoramento e leitura de placas. Já em 2025, os dados parciais indicam uma redução ainda mais expressiva, com pouco mais de 4 mil ocorrências, representando uma queda superior a 20% em comparação com 2024. Também houve avanço na taxa de recuperação, que passou a superar a metade dos veículos roubados.
Apesar da melhora nos indicadores, o roubo de veículos ainda preocupa moradores, especialmente em corredores viários de grande circulação e regiões com histórico de maior incidência criminal. Especialistas em segurança pública avaliam que a manutenção da queda depende da continuidade das operações integradas, do combate ao mercado ilegal de peças e do investimento permanente em inteligência policial. A tendência dos últimos cinco anos, no entanto, aponta para um cenário de redução gradual, ainda que o problema esteja longe de ser totalmente resolvido.