O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu barrar a proposta que previa a redução de impostos para clubes-empresa no Brasil. A medida, que vinha sendo discutida no Congresso e defendida por setores do futebol, tinha como objetivo aliviar a carga tributária das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) e estimular novos investimentos no esporte.
A decisão do governo mantém as regras atuais de tributação para clubes que optaram pelo modelo empresarial. A avaliação interna é de que a redução de impostos poderia gerar impacto negativo na arrecadação e criar distorções em relação a outros setores da economia que também enfrentam dificuldades financeiras.
Integrantes do Executivo defendem que o futebol já conta com mecanismos específicos de renegociação de dívidas e incentivos, como a possibilidade de transformação em SAF, que permite reorganização financeira e atração de investidores. Para o governo, conceder novos benefícios fiscais exclusivos ao setor não seria compatível com a política de equilíbrio fiscal.
A proposta barrada previa alíquotas reduzidas sobre receitas e lucros dos clubes-empresa, o que, segundo defensores, ajudaria na profissionalização da gestão e no fortalecimento do futebol brasileiro. Críticos, porém, argumentam que a medida favoreceria um grupo restrito e não garantiria melhorias estruturais nem transparência na administração.
Com a decisão de Lula, o tema segue em debate no Congresso Nacional, mas sem o apoio do Planalto. O governo reforça que permanece aberto ao diálogo sobre o futebol brasileiro, desde que as mudanças não comprometam a arrecadação nem criem privilégios fiscais incompatíveis com a política econômica do país.