Sempre que uma pessoa famosa morre de forma súbita, muitas vezes ainda jovem, o assunto volta com frequência às manchetes: infarto fulminante.
O impacto é grande porque quebra uma ideia comum: a de que problemas cardíacos acontecem apenas com idosos ou pessoas claramente doentes.
Quando se fala em infarto, muita gente imagina uma dor intensa no peito, alguém levando a mão ao coração e pedindo socorro. Mas a realidade, muitas vezes, é bem diferente, e é aí que mora o perigo.
O infarto fulminante é aquele que acontece de forma rápida, inesperada e, em muitos casos, sem tempo para reação. Ele pode levar à morte em minutos, antes mesmo de a pessoa conseguir ajuda. Justamente por isso, é tão difícil de reconhecer.
Ao contrário do que se pensa, nem todo infarto provoca dor forte no peito. Em muitos casos, os sinais são sutis, atípicos ou confundidos com problemas comuns do dia a dia.
Os sintomas podem incluir:
- Mal-estar súbito
- Falta de ar
- Náuseas ou vômitos
- Tontura
- Suor frio
- Cansaço extremo e inexplicável
- Dor no braço, costas, mandíbula ou abdome
Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, esses sinais costumam ser ainda mais discretos, o que atrasa o diagnóstico e reduz as chances de sobrevivência.
O infarto fulminante geralmente está associado a arritmias graves, como a fibrilação ventricular, que fazem o coração parar de bombear sangue. Nesses casos, não há tempo para que o organismo “avise” com dor progressiva. A pessoa pode perder a consciência rapidamente e, sem atendimento imediato, o desfecho geralmente é fatal.
Existem três motivos principais pelos quais tantas pessoas não percebem o risco:
Sintomas inespecíficos, confundidos com ansiedade, indigestão ou cansaço
Negação, com a ideia de que o mal-estar “vai passar”
Desconhecimento, já que muitos não sabem que um infarto pode ocorrer sem dor no peito
Alguns fatores aumentam o risco de infarto fulminante: hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, estresse crônico e histórico familiar de doença cardíaca. O mais preocupante é que muitas pessoas descobrem esses fatores apenas após um evento grave.
A boa notícia é que a maioria dos infartos pode ser prevenida. Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do estresse, sono de qualidade, não fumar e acompanhamento médico periódico reduzem de forma significativa esse risco.
O infarto fulminante assusta porque não avisa, não espera e não perdoa atrasos. Reconhecer que ele pode se manifestar de forma silenciosa é o primeiro passo para salvar vidas.
Ao menor sinal diferente do habitual, não hesite em procurar ajuda.
Em casos de infarto, cada minuto conta.