Todos os dias, longe das manchetes e dos assuntos mais comentados nas redes sociais, acontecem casos de violência contra animais, feminicídios e diversas outras agressões. Muitas dessas histórias não ganham visibilidade, não viralizam e acabam sendo esquecidas, mesmo carregando dor, injustiça e urgência por respostas.
Casos que repercutem na internet, como o do cãozinho Orelhas, despertam comoção nacional e indignação coletiva. Essa reação é importante, mas também revela um problema maior: a atenção pública costuma surgir apenas quando a violência choca ou viraliza. Enquanto isso, milhares de outros casos seguem acontecendo diariamente, sem testemunhas, sem mobilização e sem justiça.
Estar atento vai além de compartilhar publicações. É buscar informação, aprender a reconhecer sinais de violência, saber como denunciar e apoiar vítimas, sejam elas pessoas ou animais. Isso inclui compreender os canais corretos de denúncia, cobrar investigações, apoiar organizações sérias e não se calar diante de indícios de abuso.
A luta contra a violência precisa ser constante, não pontual. Cada caso ignorado reforça um ciclo de impunidade. Olhar com atenção todos os dias, agir com responsabilidade e empatia e entender que existem milhões de “Orelhas” invisíveis é essencial para transformar indignação em mudança real.