O Brasil apreendeu mais de 440 quilos de ouro extraído de forma ilegal ao longo de 2025, segundo balanço das forças de segurança e de fiscalização ambiental. A maior parte do material foi interceptada em operações realizadas na Amazônia Legal, região que concentra grande parte do garimpo clandestino no país. As ações envolveram a Polícia Federal, o Ibama, a Receita Federal e forças estaduais, com foco no combate a crimes ambientais e financeiros.
As apreensões ocorreram principalmente em áreas de floresta protegida, terras indígenas e unidades de conservação. O ouro ilegal costuma ser retirado por garimpos que operam sem licenciamento ambiental, causando danos severos ao meio ambiente, como desmatamento, contaminação de rios por mercúrio e destruição de habitats naturais. Além do impacto ambiental, o garimpo ilegal está frequentemente associado a trabalho precário, violência e exploração de comunidades locais.
Grande parte do ouro apreendido estava em rotas de escoamento, prestes a ser enviada para centros urbanos ou exportada de forma fraudulenta. As investigações apontam o uso de documentos falsos para “esquentar” o minério, inserindo-o no mercado formal por meio de empresas de fachada ou notas fiscais irregulares. Esse esquema dificulta o rastreamento da origem do ouro e alimenta redes de lavagem de dinheiro.
Autoridades destacam que o aumento das apreensões em 2025 reflete tanto a intensificação das operações de fiscalização quanto a persistência do crime. O reforço da presença do Estado na Amazônia tem sido considerado essencial para conter a atividade ilegal, mas especialistas alertam que o enfrentamento do problema também passa por mudanças na legislação, maior controle da cadeia de comercialização do ouro e alternativas econômicas para populações vulneráveis da região.
O governo afirma que seguirá ampliando as ações integradas contra o garimpo ilegal, com foco na proteção ambiental e no combate ao crime organizado. A expectativa é que o fortalecimento da fiscalização e o uso de tecnologias de rastreamento ajudem a reduzir a extração clandestina e seus impactos sociais e ambientais nos próximos anos.