A corrida pelos robôs humanoides vem ganhando força em todo o mundo. Essas máquinas, projetadas para se mover, interagir e trabalhar como humanos, estão sendo desenvolvidas para atuar em fábricas, centros logísticos, serviços, atendimento ao público e, no futuro, até dentro de casas. Grandes empresas de tecnologia, montadoras e startups disputam quem chegará primeiro à produção em larga escala.
Entre os nomes mais relevantes está a Figure AI, uma das startups mais avançadas do setor. Seus robôs Figure 01 e Figure 02 foram criados para tarefas industriais e logísticas, com foco em movimentos naturais, força física e integração com inteligência artificial. A empresa aposta que seus humanoides poderão substituir atividades repetitivas e perigosas em ambientes de trabalho.
A Boston Dynamics, controlada pela Hyundai, é responsável pelo famoso robô Atlas, considerado um dos humanoides mais sofisticados já criados. Ele se destaca pela mobilidade extrema, equilíbrio e capacidade de executar movimentos complexos, como correr, pular e manipular objetos pesados. A empresa trabalha para transformar o Atlas em um robô voltado ao uso industrial real.
Na China, a AgiBot, ligada à Zhiyuan Robotics, aposta na produção em escala. Diferente de muitos concorrentes ainda focados em protótipos, a empresa já iniciou a fabricação de humanoides com foco em reduzir custos e ampliar rapidamente o uso comercial, principalmente em fábricas e centros logísticos.
A 1X Technologies, com operações na Noruega e nos Estados Unidos, segue um caminho diferente. Seus robôs são pensados para ambientes domésticos e de serviço, com foco em convivência com humanos, segurança e interação natural. A proposta é criar assistentes físicos capazes de ajudar em tarefas do dia a dia.
Já a Hanson Robotics ficou conhecida mundialmente por robôs com aparência e expressões humanas realistas, como a Sophia. Seu foco não é força ou trabalho pesado, mas sim interação social, comunicação e aplicações educacionais, científicas e de entretenimento.
Outro nome em crescimento é a Persona AI, que desenvolve humanoides voltados para trabalhos pesados em setores como construção, energia e infraestrutura. A ideia é usar robôs para substituir pessoas em ambientes perigosos ou extremamente desgastantes.
Além dessas, empresas como Apptronik, Unitree e outras startups também avançam rapidamente, muitas em parceria com montadoras e grandes indústrias, testando humanoides diretamente em linhas de produção.
Quais são os melhores hoje
Atualmente, a Figure AI é vista como uma das mais promissoras para uso comercial em larga escala. O Atlas, da Boston Dynamics, continua sendo referência em mobilidade e desempenho físico. A AgiBot se destaca pela capacidade de produção em massa, enquanto a 1X Technologies chama atenção pelo foco no uso cotidiano. A Hanson Robotics lidera no campo da interação social entre humanos e robôs.
Apesar dos avanços, os robôs humanoides ainda estão em fase de transição entre protótipos avançados e produtos amplamente utilizados. A expectativa é que, nos próximos anos, eles passem a ocupar funções reais na indústria, nos serviços e, gradualmente, na vida cotidiana.