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Brasil chama captura de Nicolás Maduro de “sequestro” em reunião da OEA

O Brasil classificou como “sequestro” a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante reunião da OEA. Segundo o governo brasileiro, a ação viola a soberania venezuelana e o direito internacional, defendendo que a crise no país seja resolvida por meio do diálogo e de uma solução política, sem interferência externa.
Foto: Reprodução

O representante do Brasil junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), embaixador Benoni Belli, afirmou nesta terça-feira (6) em Washington que a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, foi um “sequestro”. Segundo ele, os bombardeios realizados no território venezuelano e a detenção ultrapassam “uma linha inaceitável” e representam uma afronta grave à soberania da Venezuela, criando um precedente perigoso para a comunidade internacional.

Durante a reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA, Belli criticou a operação norte-americana, realizada no último sábado, que incluiu bombardeios e a retirada de Maduro e Cilia Flores do país, levando-os para Nova York para responder a acusações penais. O diplomata brasileiro associou a ação aos “piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”, argumentando que ela viola princípios fundamentais do direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas e obrigações hemisféricas que proíbem o uso da força.

O embaixador insistiu que somente um processo político conduzido pelos próprios venezuelanos, livre de interferências externas, pode conduzir a uma solução legítima que respeite a vontade do povo. Em seu discurso, Belli destacou a importância de preservar instituições multilaterais e o respeito à soberania nacional, afirmando que sem esse respeito a ordem internacional corre risco de colapsar.

O Brasil, segundo o representante, está “determinado a atuar pela preservação do patrimônio regional da paz” e defende uma solução política e diplomática para a crise na Venezuela, reafirmando o papel da diplomacia e dos mecanismos multilaterais na resolução de conflitos na região.

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