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Brasil mira US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático

Documento é resultado de meses de conversas com as partes interessadas desde o encerramento da COP29
Foto: REUTERS/Edgar Su

O Brasil, na condição de presidência da COP30, apresentou nesta semana o relatório intitulado “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, que propõe mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático global até 2035.
O documento define cinco eixos prioritários para alcançar esse montante: (1) expansão de crédito concessional e capital de baixo custo para países em desenvolvimento; (2) reestruturação da dívida e ajuste fiscal para facilitar políticas climáticas; (3) estímulo ao capital privado por meio de instrumentos inovadores; (4) fortalecimento de plataformas domésticas nos países para atrair investimentos verdes; e (5) regulação e reformulação das normas internacionais de financiamento com foco no clima.
Segundo o relatório coordenado por países de renda média e baixa, apenas cerca de 10% do financiamento climático global chega hoje a estes países, e menos de 5% vai para adaptação — o documento alerta que sem ação imediata, os custos serão muito maiores.
As medidas propostas também incluem mais doações, acesso mais fácil a capital privado, e reformulação das normas bancárias (como Basileia III) para que riscos climáticos sejam integrados às avaliações financeiras.
Para ter impacto real, os países responsáveis precisam de “vontade política” — o relatório não economiza nas palavras: “transformar o inimaginável em inevitável”.
Em termos práticos, para a Bahia e demais estados brasileiros, isso representa uma chance de entrar no circuito global de investimento verde — desde que haja estrutura local, projetos bem preparados e articulação com o governo federal.

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