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Criminalidade em Salvador: o que mudou nos últimos 10 anos

A onça-pintada é o maior felino das Américas e um dos símbolos mais fortes da biodiversidade brasileira. Predadora de topo, vive principalmente na Amazônia e no Pantanal, onde mantém o equilíbrio dos ecossistemas. Apesar de sua importância, sofre com desmatamento, caça e conflitos com pecuaristas, o que ameaça suas populações em vários biomas. Proteger a onça é essencial para preservar a natureza do Brasil.
Foto: PMBA

Nos últimos dez anos, Salvador passou por transformações profundas no cenário da criminalidade. O período foi marcado por oscilações nos índices de violência, mudanças no modo de atuação das organizações criminosas, avanços tecnológicos no policiamento e novos desafios urbanos que moldaram a segurança pública na capital baiana.

Queda e alta em ciclos

Ao longo da década, Salvador registrou momentos de redução significativa de homicídios, acompanhando uma tendência observada em várias capitais brasileiras. Entretanto, a partir de determinados anos, os índices voltaram a oscilar, refletindo disputas entre facções, expansão de áreas dominadas pelo tráfico e mudanças nas dinâmicas de policiamento.

A capital enfrenta hoje um cenário em que crimes como homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a coletivos ainda impactam o cotidiano. Regiões como Subúrbio Ferroviário, Cajazeiras, Itinga, Tancredo Neves e parte do miolo urbano são apontadas como áreas de maior vulnerabilidade.

Tráfico como principal motor da violência

Em dez anos, facções criminosas se fortaleceram e se expandiram para novas localidades, motivando confrontos que influenciam diretamente os picos de violência. O tráfico armado permanece como o principal fator por trás da maioria dos homicídios e confrontos policiais.

Além disso, houve crescimento de disputas territoriais que impactam até mesmo áreas comerciais, com práticas como extorsão de comerciantes (“pedágio”) e ocupação irregular de espaços.

Ações de segurança pública

Nesse período, Salvador recebeu investimentos em tecnologia, como câmeras de reconhecimento facial, expansão de bases móveis e integração entre polícias. Blitzes, operações contra o tráfico e reforço no policiamento em áreas críticas ajudaram a reduzir, em alguns momentos, crimes violentos.

Por outro lado, a capital ainda enfrenta desafios como baixa resolução de homicídios, dificuldades estruturais e a necessidade de políticas sociais mais amplas.

Mudança no perfil criminal

Outro ponto observado nos últimos anos é o aumento de crimes cometidos por indivíduos mais jovens, além da maior circulação de armas ilegais. Assaltos a ônibus, arrastões e furtos em áreas turísticas se tornaram temas recorrentes, ainda que variem conforme ações de policiamento.

Percepção da população

A sensação de insegurança segue alta, especialmente em bairros periféricos. Moradores relatam medo de circular à noite, dependência de rotas “mais seguras” e preocupação constante com confrontos entre facções ou ações policiais.

O que esperar?

A tendência para os próximos anos envolve:
• fortalecimento de tecnologias de vigilância;
• integração maior entre políticas sociais e segurança pública;
• combate às facções;
• ampliação de ações comunitárias.

O desafio central permanece: reduzir a violência de forma sustentável, garantindo tranquilidade para quem vive, trabalha e circula pela capital baiana.

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