A procura por medicamentos voltados para emagrecimento nunca foi tão alta no Brasil, e o Mounjaro, considerado um dos mais fortes e eficazes da nova geração, tornou-se o centro dessa corrida. Nos últimos meses, o país passou por uma falta temporária do remédio nas farmácias, causada principalmente pela demanda muito acima do esperado. Tanto clínicas quanto consumidores relataram dificuldade em encontrar o produto, que chegou a desaparecer de gôndolas em várias capitais.
O aumento repentino nas buscas ocorreu por dois motivos principais: o uso crescente do medicamento para emagrecimento e o interesse elevado impulsionado pelas redes sociais. Muitos usuários que não tinham indicação médica passaram a procurar o produto, pressionando ainda mais o estoque. Farmácias relataram que o ritmo de vendas ultrapassou a capacidade de reposição, enquanto médicos notaram descontinuidade nos tratamentos de pacientes que já utilizavam o remédio para diabetes tipo 2 ou controle de peso com prescrição.
Outro problema é que a distribuição no Brasil não ocorre de forma uniforme. Em grandes redes, a reposição costuma ser mais rápida, mas farmácias menores sentiram o impacto de forma mais intensa, chegando a manter listas de espera. A falta momentânea também abriu espaço para a busca por alternativas duvidosas, como a compra em sites não regulados ou de fornecedores estrangeiros, elevando riscos de produtos falsificados.
Apesar do cenário de escassez, a tendência é que a situação se normalize gradualmente. A previsão é de que o abastecimento volte ao ritmo habitual à medida que a oferta se ajusta ao novo padrão de demanda. Enquanto isso, médicos reforçam a importância de que o uso do medicamento seja feito exclusivamente com orientação profissional, especialmente diante da sua potência e dos riscos associados ao uso inadequado.