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Geração Z e o medo da carteira de trabalho

A Geração Z demonstra resistência ao emprego formal e à carteira assinada, priorizando flexibilidade, autonomia e novas formas de renda. Crises econômicas e mudanças no mercado reforçam essa visão, enquanto especialistas alertam para a perda de direitos trabalhistas e a necessidade de adaptação das empresas.
Foto: Tony Winston/Agência Brasília

A relação da Geração Z com a carteira de trabalho tem chamado a atenção de empresas, economistas e especialistas em mercado de trabalho. Jovens nascidos a partir do fim dos anos 1990 demonstram cada vez mais resistência ao modelo tradicional de emprego formal, marcado por jornada fixa, hierarquia rígida e vínculos de longo prazo.

Entre os principais fatores está a busca por flexibilidade. A Geração Z cresceu em meio à expansão da internet, das redes sociais e do trabalho digital, o que ampliou o contato com alternativas como freelancing, empreendedorismo, produção de conteúdo e trabalhos por projeto. Para muitos, a carteira assinada passou a ser associada à falta de autonomia, baixos salários iniciais e poucas perspectivas de crescimento rápido.

Outro ponto relevante é a percepção de instabilidade no mercado formal. Crises econômicas recentes, altos índices de desemprego e relatos de demissões em massa contribuíram para a ideia de que o emprego tradicional já não garante segurança. Diante disso, parte dos jovens prefere diversificar fontes de renda e investir em habilidades que permitam mobilidade profissional.

Especialistas alertam, no entanto, para os riscos dessa escolha. A ausência de carteira assinada pode significar falta de direitos trabalhistas, como férias remuneradas, 13º salário, FGTS e aposentadoria. Ao mesmo tempo, empresas começam a se adaptar, oferecendo modelos híbridos, horários flexíveis e planos de carreira mais dinâmicos para atrair essa nova geração.

O desafio, portanto, está em equilibrar as expectativas da Geração Z com a necessidade de proteção social. Enquanto os jovens buscam propósito, flexibilidade e qualidade de vida, o mercado tenta se reinventar para não perder uma força de trabalho cada vez mais conectada, exigente e consciente de suas escolhas.

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