A confiança do consumidor brasileiro registrou alta de 0,4 ponto em dezembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o avanço, o indicador mostra leve melhora na percepção das famílias sobre a situação econômica, encerrando o ano com sinal de recuperação moderada após meses de oscilações.
De acordo com a FGV, o resultado foi influenciado principalmente pela melhora na avaliação da situação atual, especialmente no que diz respeito às finanças pessoais e ao nível de emprego. Consumidores demonstraram maior segurança em relação à renda e à capacidade de honrar compromissos, refletindo um ambiente econômico um pouco mais estável no fim do ano.
Por outro lado, as expectativas para os próximos meses avançaram de forma mais contida. A pesquisa aponta que, embora haja otimismo cauteloso, ainda persistem preocupações relacionadas à inflação, aos juros e ao custo de vida, fatores que seguem limitando decisões de consumo mais robustas, principalmente de bens duráveis.
Economistas avaliam que a alta de dezembro indica um movimento gradual de recuperação da confiança, sustentado por sinais de desaceleração inflacionária e melhora no mercado de trabalho. No entanto, destacam que o avanço ainda é insuficiente para caracterizar uma retomada consistente do consumo, que depende de maior previsibilidade econômica.
A FGV ressalta que o comportamento da confiança do consumidor nos próximos meses será influenciado pelo rumo da política monetária, pela evolução da inflação e pelo desempenho da economia no início do próximo ano. O indicador é considerado um termômetro importante para antecipar tendências do consumo e da atividade econômica no país.