A intolerância religiosa continua sendo um problema grave no Brasil, atingindo principalmente religiões de matriz africana, mas também fiéis de diferentes crenças. O desrespeito à liberdade religiosa fere direitos constitucionais, alimenta a discriminação e compromete a convivência pacífica em uma sociedade marcada pela diversidade cultural e espiritual.
A Constituição Federal garante a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos. No entanto, na prática, casos de agressões verbais, depredação de templos, perseguições e discursos de ódio ainda são recorrentes. Muitas dessas ações são motivadas por desinformação, preconceito histórico e intolerância cultural, reforçando estigmas que atravessam gerações.
As religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, estão entre as mais afetadas. Terreiros são alvos frequentes de ataques, e praticantes relatam medo de expressar sua fé publicamente. Essa realidade evidencia a necessidade de políticas públicas mais eficazes, além de ações educativas que promovam o respeito e o diálogo inter-religioso desde a infância.
O combate à intolerância religiosa passa pela educação, pela informação e pelo fortalecimento das leis já existentes. Denúncias devem ser incentivadas e acolhidas com seriedade pelos órgãos competentes. Escolas, meios de comunicação e lideranças comunitárias têm papel fundamental na construção de uma cultura de respeito às diferenças.
Promover a liberdade religiosa é defender a dignidade humana e os valores democráticos. Respeitar a fé do outro, mesmo quando diferente da própria, é essencial para uma sociedade mais justa, plural e inclusiva, onde a diversidade seja reconhecida como um patrimônio coletivo.