O Japão deu início a uma missão inédita de extração de terras raras em alto mar, marcando um passo estratégico para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros desses minerais considerados essenciais para a economia moderna. A operação ocorre em águas profundas do Oceano Pacífico, dentro da zona econômica exclusiva japonesa, onde estudos indicam a presença significativa desses elementos no fundo marinho.
As terras raras são fundamentais para a fabricação de tecnologias de ponta, como baterias, carros elétricos, turbinas eólicas, semicondutores, smartphones e equipamentos militares. Atualmente, o mercado global é altamente concentrado, o que torna países industrializados vulneráveis a restrições de oferta e disputas geopolíticas. Com a nova missão, o Japão busca diversificar suas fontes e fortalecer a segurança econômica e industrial.
A operação envolve navios de pesquisa e equipamentos capazes de coletar sedimentos ricos em minerais a grandes profundidades. O governo japonês afirma que a missão tem caráter experimental e científico, mas com foco claro em viabilidade comercial futura. Caso os resultados sejam positivos, o país poderá avançar para uma fase de exploração em maior escala nos próximos anos.
Além do aspecto econômico, o projeto também levanta debates ambientais. Autoridades japonesas afirmam que estão sendo adotados protocolos rigorosos para minimizar impactos nos ecossistemas marinhos, uma vez que a mineração em águas profundas ainda é um tema sensível no cenário internacional.
A iniciativa coloca o Japão na vanguarda da corrida global por novas fontes de terras raras, em um momento em que a transição energética e o avanço tecnológico aumentam a demanda por esses minerais estratégicos.