O estudante Kevin Shen, de 18 anos, residente em Olympia, Washington, apresentou um projeto que promete revolucionar o design de aeronaves. Ele desenvolveu uma nova abordagem para as asas oblíquas, um conceito que visa reduzir o arrasto e melhorar a eficiência do combustível. Seu trabalho lhe rendeu um prêmio de US$ 70 mil em uma competição científica de prestígio.
O projeto
O design de asas oblíquas permite que as asas de uma aeronave girem em torno de um ponto de pivô central. Isso possibilita que a aeronave voe com uma configuração regular de asa reta, mas também possa ajustar o ângulo das asas, movendo uma ponta para a frente e a outra para trás. Alterar o ângulo da asa reduz o arrasto em velocidades mais altas, aumentando a eficiência do combustível. No entanto, esse tipo de design também apresenta desafios de controle.
Kevin Shen conseguiu superar esses desafios ao projetar seu próprio avião e programar um computador de voo que estabilizou a aeronave, resultando em uma redução de 9,2% no consumo de combustível. Esse avanço pode representar um passo significativo para a aviação, especialmente considerando que organizações como a NASA haviam abandonado projetos de asas oblíquas no passado devido às dificuldades de controle.
Inspiração e desenvolvimento
Antes de construir modelos de aviões e vencer competições científicas renomadas, Shen se inspirava em ícones científicos online como Bill Nye, Mark Rober, Flite Test, Veritasium, Kurzgesagt, Vsauce e outros. “Quando se trata de quem teve o maior impacto em mim como herói, não foi um cientista ganhador do Nobel, mas um cientista online”, disse Shen. “Eles tornam o STEM acessível ao grande público e o inspiram a se interessar e valorizar a ciência de uma forma divertida e envolvente.”
Motivado por essas influências, Shen começou a construir e pilotar aeromodelos e a experimentar designs não convencionais, incluindo asas oblíquas. Ele teorizou que um sistema de controle de voo assistido por computador poderia superar as deficiências do projeto. Com isso em mente, iniciou o desenvolvimento de um modelo funcional utilizando materiais como placas de espuma, peças impressas em 3D, cola quente e técnicas de construção do zero.
“Minha parte favorita do projeto foi construir fisicamente o aeromodelo de asa oblíqua. Depois de literalmente centenas de horas de revisão bibliográfica, otimização de design, simulação de fluidos, modelagem computacional e programação, ver todo o meu trabalho árduo se concretizar em um aeromodelo físico validou meu esforço”, afirmou Shen.