Pesquisadores na Patagônia argentina fizeram uma descoberta rara: um ovo de dinossauro com cerca de 70 milhões de anos, encontrado em estado quase intacto no sítio paleontológico de Rio Negro. A escavação, batizada como “Expedición Cretácica I”, teve até transmissão ao vivo em 7 de outubro de 2025.
O ovo foi achado em meio à estepe da Patagônia — inicialmente o time pensou se tratar de algo simples, “será que é de uma ema?”, disse um dos pesquisadores. Mas, ao desenraizar o fóssil, descobriram que se tratava de algo muito mais antigo e raro: casca típica de dinossauro terópode, grupo que inclui espécies bípedes e carnívoras.
Especialistas do CONICET da Argentina definem o estado de preservação como “quase perfeito” ou “intacto”. Isso é extraordinário, porque ovos de dinossauros carnívoros têm cascas mais finas, menos resistentes — por isso são muito mais difíceis de encontrar em bom estado.
A região da Patagônia é reconhecida como uma das janelas mais ricas para estudos do fim da era dos dinossauros, cerca de 70 milhões de anos atrás — quando o supercontinente Gondwana ainda se fragmentava e essas faunas estavam em transição.
Os próximos passos da expedição incluem exames de micro-tomografia e tomografia computadorizada de alta resolução para investigar se algo vivo — um embrião — foi preservado dentro do ovo. Se for confirmado, o alcance é grande: ajudaria a decifrar como dinossauros se desenvolviam e como as aves que conhecemos hoje evoluíram desses ancestrais.
Em resumo: a Patagônia acaba de entregar um dos capítulos mais fascinantes da paleontologia moderna. Um ovo com 70 milhões de anos, intacto, testemunha silenciosa de um mundo que existiu antes do nosso — e que ainda tem muito a nos contar.