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Paraná anuncia liberação de R$ 50 milhões para reconstruir Marechal Cândido Rondon após tornado devastador

O governo do Paraná anunciou a liberação de R$ 50 milhões para reconstruir Marechal Cândido Rondon, cidade devastada por um tornado com ventos acima de 200 km/h. O fenômeno destruiu casas, escolas e comércios, deixando centenas de desabrigados. A verba será usada para reconstrução, assistência às famílias e recuperação da infraestrutura.
Foto: Valdelino Pontes/SECID

O governo do Paraná confirmou nesta segunda-feira (10) a liberação emergencial de R$ 50 milhões para a reconstrução de Marechal Cândido Rondon, cidade localizada no oeste do estado que foi arrasada por um tornado na última semana. O fenômeno natural provocou uma destruição sem precedentes na região, com ventos que ultrapassaram 200 km/h, deixando um rastro de casas destruídas, famílias desabrigadas, escolas e comércios em ruínas.

Segundo informações da Defesa Civil do Paraná, o tornado atingiu o município de forma repentina, durando apenas alguns minutos, mas sendo suficiente para devastar bairros inteiros. Mais de 400 imóveis foram danificados, muitos totalmente destruídos. Diversas ruas ficaram intransitáveis por conta da queda de árvores, postes e destroços. O fornecimento de energia elétrica e água foi comprometido, e centenas de famílias precisaram ser acolhidas em abrigos improvisados pela prefeitura.

O governador Ratinho Júnior esteve na cidade no fim de semana e classificou a situação como uma das mais graves já enfrentadas pelo estado nos últimos anos. Ele anunciou o repasse de R$ 50 milhões do Fundo Estadual de Calamidades Públicas, destinados à reconstrução de infraestruturas públicas, residências populares, redes elétricas e vias urbanas.

“Estamos mobilizando todo o governo para atender Marechal Cândido Rondon e as cidades vizinhas atingidas. É um momento de solidariedade, união e reconstrução. Nenhuma família ficará desamparada”, afirmou o governador durante coletiva de imprensa.

A Defesa Civil estadual, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, a Copel (Companhia Paranaense de Energia) e equipes da assistência social, continua atuando para remover escombros, restabelecer os serviços básicos e prestar apoio às famílias afetadas. Técnicos do governo também avaliam o impacto econômico e social do desastre para direcionar novos recursos conforme a necessidade.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que o fenômeno que atingiu a cidade foi um tornado de alta intensidade, causado pela combinação de fortes instabilidades atmosféricas, calor intenso e umidade elevada, condições que têm se tornado mais frequentes com o avanço das mudanças climáticas. Meteorologistas ressaltam que o evento é raro, mas não isolado: o Paraná e o Sul do Brasil têm registrado aumento no número de tempestades severas e vendavais nos últimos anos.

Além do prejuízo material, o tornado causou um impacto profundo na vida emocional da população. Muitos moradores relatam que perderam tudo em poucos minutos. Igrejas, escolas e ginásios se transformaram em centros de acolhimento e pontos de doação. A sociedade civil, empresas e organizações humanitárias iniciaram campanhas para arrecadar alimentos, roupas, colchões e materiais de construção.

A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon declarou situação de calamidade pública, o que permite acesso facilitado a recursos estaduais e federais. O município deve enviar um relatório detalhado dos danos ao governo federal, solicitando apoio complementar do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Especialistas apontam que a tragédia reforça a importância de políticas públicas voltadas à prevenção e monitoramento climático, especialmente em um momento de intensificação de eventos extremos no Brasil. O estado do Paraná já discute medidas para fortalecer o sistema de alertas da Defesa Civil, ampliar a rede de abrigos emergenciais e criar um fundo permanente para resposta a desastres naturais.

Mesmo diante da destruição, a mobilização tem gerado esperança entre os moradores. Voluntários de cidades vizinhas, estudantes e servidores públicos se uniram para ajudar na limpeza e reconstrução. “Perdemos muito, mas estamos vivos e temos o apoio de todos. Agora é começar de novo”, disse uma moradora que teve a casa destruída pelo tornado.

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