O governo federal adquiriu 12 mil ampolas de etanol farmacêutico para combater os casos de intoxicação por metanol no Brasil, segundo reportagem da CNN Brasil.
O cardiologista intensivo Werlley Januzzi destaca que o sucesso do tratamento depende fortemente de sua rapidez: as primeiras seis horas após a exposição ao metanol seriam o momento mais eficaz para a intervenção.
O antídoto, especialmente o etanol usado como agente de competição enzimática, consegue retardar a formação de metabólitos tóxicos, como o ácido fórmico, responsável por danos ao nervo óptico e sistema nervoso.
Mesmo após esse período de seis horas, ainda é possível administrar o tratamento, mas com resultados menos previsíveis e maior risco de complicações.
Entre os efeitos mais graves da intoxicação estão a cegueira e lesões neurológicas, tornando urgente a busca por atendimento médico ao primeiro sintoma.