As tartarugas marinhas estão entre os animais mais antigos do planeta e habitam os oceanos há mais de 100 milhões de anos. Atualmente, sete espécies são reconhecidas no mundo e cinco delas ocorrem no litoral brasileiro. Todas desempenham um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Mesmo com tamanha importância ecológica e simbólica, esses animais seguem ameaçados principalmente pela ação humana e pelas mudanças ambientais.
Presentes desde áreas costeiras até o alto mar, as tartarugas ajudam a manter a saúde dos oceanos. A tartaruga verde, por exemplo, controla o crescimento de algas e capim marinho. A tartaruga de pente contribui para o equilíbrio dos recifes de coral ao se alimentar de esponjas. Já a tartaruga cabeçuda auxilia na ciclagem de nutrientes, conectando diferentes ambientes marinhos ao longo de suas longas migrações.
No Brasil, o litoral é uma das regiões mais importantes para a reprodução dessas espécies. Praias do Nordeste, como as da Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte, são áreas tradicionais de desova. Projetos de conservação como o Projeto Tamar acompanham ninhos, protegem filhotes e realizam ações de educação ambiental junto às comunidades costeiras, sendo referência mundial na preservação das tartarugas marinhas.
Apesar dos esforços, as ameaças continuam. A poluição dos oceanos, especialmente o plástico, é um dos principais riscos. Sacolas, embalagens e redes de pesca são frequentemente confundidas com alimento, causando ferimentos graves ou morte. A pesca predatória, a captura incidental em redes, a ocupação desordenada das praias, a iluminação artificial e o aquecimento global, que altera a temperatura da areia e interfere no sexo dos filhotes, também colocam essas espécies em perigo.
A preservação das tartarugas marinhas depende da união entre governos, organizações ambientais e a sociedade. Reduzir o consumo de plástico, respeitar áreas de desova, denunciar práticas ilegais e apoiar projetos de conservação são atitudes fundamentais para garantir a sobrevivência desses animais.
Proteger as tartarugas marinhas é mais do que salvar uma espécie. É cuidar da saúde dos oceanos e do futuro do planeta.