Pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) frequentemente descrevem a experiência de prazo como um “salto no tempo”: parece que ainda há folga… e de repente o prazo já se aproxima — gerando ansiedade, culpa ou bloqueio.
Essa situação não é apenas “falta de vontade” ou “preguiça” — os autores explicam que o cérebro funciona de modo diferente nestes casos: há impacto de atenção, regulação emocional e de dopamina, que influenciam como o tempo é percebido e como tarefas são iniciadas e concluídas.
A matéria sugere que, ao invés de lutar contra esse padrão, quem tem TDAH pode usar truques psicológicos para converter o “medo de prazo” em prazer ou motivação produtiva — por meio de ajustes na rotina, no ambiente e na mentalidade.
Exemplos de estratégias incluem: dividir tarefas grandes em partes pequenas; usar recompensas frequentes para ativar motivação; monitorar o progresso visivelmente; ajustar o tempo subjetivo — tornar o “prazo que assusta” num “mini-prazo que engaja”.
O objetivo: fazer com que o cérebro associe “tarefa + término + recompensa” como um ciclo positivo, em vez de sempre “tarefa + pressão + culpa”.
A matéria aponta que essa abordagem pode ajudar não apenas pessoas com TDAH, mas qualquer pessoa que lida com procrastinação, ansiedade de prazo ou dificuldade de iniciar. Ou seja: há lições universais na adaptação.
Conclusão: não basta combater os sinais do TDAH como defeito — o caminho é reconhecer o funcionamento próprio, adaptar o ambiente e a mentalidade, e transformar o que era obstáculo em vantagem.