O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, arrecadou cerca de US$ 1,3 bilhão com a implementação de um novo programa de vistos voltado a estrangeiros de alto poder aquisitivo. Conhecidos como “vistos de luxo”, os programas permitem que investidores obtenham residência ou permanência prolongada no país mediante aportes financeiros elevados, principalmente em setores estratégicos da economia norte-americana.
A iniciativa foi apresentada como uma forma de atrair capital estrangeiro, estimular investimentos e gerar empregos, sem ampliar gastos públicos. Segundo o governo, os recursos arrecadados são destinados a projetos imobiliários, infraestrutura, turismo e tecnologia, além de fortalecer fundos ligados ao desenvolvimento econômico. O modelo se inspira em programas semelhantes já adotados por países europeus e asiáticos.
Críticos, no entanto, apontam que os vistos de luxo favorecem apenas milionários e aprofundam desigualdades no sistema migratório dos EUA. Organizações de direitos civis e parlamentares da oposição afirmam que o programa cria uma “porta VIP” para estrangeiros ricos, enquanto imigrantes comuns enfrentam longas filas, critérios rigorosos e risco de deportação.
Defensores do programa argumentam que o impacto econômico é positivo e imediato, sobretudo em um momento de desaceleração do crescimento e pressão sobre o mercado de trabalho. Empresários do setor imobiliário e financeiro avaliam que os vistos ajudam a aquecer investimentos e aumentam a arrecadação sem elevar impostos.
O debate sobre os vistos de luxo reacende discussões mais amplas sobre a política migratória de Trump, marcada por medidas rígidas contra imigração irregular e, ao mesmo tempo, por incentivos à entrada de estrangeiros considerados “estratégicos” para a economia. O tema segue dividindo opiniões no Congresso e entre eleitores, especialmente em ano de forte polarização política.