O Ministério da Saúde anunciou a distribuição nacional de 1,8 milhão de doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), destinada exclusivamente a gestantes. A estratégia integra a nova política de proteção materno-infantil e busca reduzir casos graves e internações de recém-nascidos, principalmente durante o período de maior circulação do vírus.
O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. A imunização de gestantes é considerada a forma mais eficaz de proteger o recém-nascido, já que os anticorpos são transferidos pela placenta, garantindo defesa imediata após o nascimento.
Segundo o governo, as doses serão distribuídas a todas as unidades da federação de acordo com a população gestante de cada estado. A vacinação será incorporada à rotina do pré-natal, facilitando o acesso e ampliando a cobertura. A recomendação é que gestantes recebam a dose entre a 28ª e a 36ª semana de gravidez, período em que há maior transferência de anticorpos para o bebê.
A medida marca um avanço importante no calendário nacional de imunização, alinhando o Brasil a países que já adotam a vacina como estratégia prioritária de proteção neonatal. A expectativa do Ministério da Saúde é reduzir drasticamente as internações de lactentes durante as temporadas de outono e inverno, quando o VSR costuma pressionar hospitais e unidades de emergência.
A distribuição das doses ocorre em um momento de alerta global para doenças respiratórias em crianças. A pasta também reforçou a importância da vacinação contra gripe, COVID-19 e outras infecções respiratórias, ressaltando que a combinação dessas estratégias fortalece a proteção coletiva.
Profissionais de saúde celebraram a inclusão da vacina como uma medida de grande impacto, destacando que o VSR é um vírus altamente transmissível e que gera grande número de hospitalizações todos os anos. Para o governo, a imunização materna representa um investimento direto na saúde pública e na prevenção de casos graves, reduzindo custos, desafogando o sistema e salvando vidas.
A expectativa é que, com a vacinação, o Brasil registre uma queda significativa nas complicações respiratórias em recém-nascidos já a partir da próxima sazonalidade do VSR.