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Lula e Bolsonaro empatam em cenário de segundo turno, aponta nova pesquisa Quaest

A nova pesquisa da Quaest mostra empate técnico entre Lula e Bolsonaro, ambos com 41% das intenções de voto em um possível segundo turno. Cerca de 13% votariam branco ou nulo, e 5% estão indecisos. O resultado confirma que o Brasil segue fortemente polarizado, com Lula mantendo sua base no Nordeste e Bolsonaro ainda influente entre eleitores conservadores, mesmo inelegível até 2030.
Foto: Arte/Metrópoles

Uma nova pesquisa nacional divulgada pela Quaest revela que, em um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), os dois políticos apareceriam empatados com 41% das intenções de voto. O resultado mostra que, mesmo após quase três anos do fim das eleições de 2022, o país continua profundamente polarizado entre os dois principais líderes políticos das últimas décadas.

De acordo com o levantamento, cerca de 13% dos entrevistados afirmaram que votariam branco, nulo ou não votariam em nenhum dos dois, enquanto 5% se declararam indecisos. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado é considerado um empate técnico absoluto, refletindo um cenário de equilíbrio total entre os dois nomes.

Cenário político equilibrado e polarizado

O novo levantamento reforça a tese de que a polarização entre Lula e Bolsonaro permanece viva no cenário político brasileiro. Mesmo com Bolsonaro atualmente inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente continua exercendo forte influência entre os eleitores conservadores, principalmente nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

Lula, por outro lado, mantém sua base consolidada nas regiões Nordeste e Norte, além de liderar entre eleitores de menor renda e menor escolaridade. A pesquisa mostra que o petista ainda conserva o apoio de grande parte do eleitorado que o levou à vitória em 2022, mas enfrenta dificuldades para expandir sua aprovação entre o público mais jovem e o eleitorado independente.

A força simbólica do bolsonarismo

Mesmo sem poder disputar oficialmente o pleito, Bolsonaro continua sendo a principal figura de oposição ao atual governo e o nome de maior influência dentro da direita brasileira. Pesquisas qualitativas indicam que o ex-presidente ainda é visto por boa parte de seus apoiadores como um símbolo de resistência contra o que consideram “o sistema político tradicional”.

Analistas políticos avaliam que o resultado da Quaest evidencia a força eleitoral do bolsonarismo, que permanece mobilizado e capaz de influenciar o cenário de 2026, seja por meio de um candidato apoiado diretamente por Bolsonaro, como Michelle Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas, seja por sua base fiel nas redes sociais.

O governo Lula e o desafio de ampliar apoio

No caso do atual presidente, o levantamento também reflete os desafios enfrentados pelo governo federal para manter índices de aprovação estáveis em meio a uma economia que ainda se recupera lentamente e uma base política fragmentada no Congresso.

Embora o governo tenha obtido avanços em pautas sociais e econômicas, Lula enfrenta resistência de parte do eleitorado em temas ligados à segurança pública, aos costumes e à relação com o agronegócio, pontos em que o discurso da oposição costuma ser mais eficaz.

O retrato da disputa

O empate de 41% para cada lado indica que o cenário de segundo turno em 2026 seria novamente apertado, com grande influência de fatores externos, como o desempenho da economia, escândalos políticos, alianças partidárias e o nome que eventualmente será escolhido para representar a direita caso Bolsonaro permaneça fora da disputa.

Pesquisas anteriores da Quaest já mostravam uma tendência de aproximação entre os dois blocos políticos, mas esta é a primeira vez desde 2023 que o empate é total em um cenário de confronto direto.

Outras simulações

Além do cenário entre Lula e Bolsonaro, a pesquisa também testou outros nomes da oposição. Em disputas simuladas com Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL), Lula aparece à frente por pequenas margens, mas ainda dentro da zona de empate técnico, reforçando que a eleição de 2026 tende a ser competitiva e incerta.

O que o resultado indica

Para os analistas, os números demonstram que o eleitorado brasileiro segue profundamente dividido, com pouco espaço para o surgimento de uma terceira via de força nacional. Enquanto Lula mantém uma base fiel, Bolsonaro continua representando a insatisfação de milhões de eleitores com o governo e o sistema político.

Em síntese, a pesquisa Quaest mostra que, caso o pleito ocorresse hoje, nenhum dos dois líderes teria vantagem significativa, e o desfecho dependeria do comportamento dos indecisos e dos votos brancos e nulos, além do desempenho dos aliados e possíveis substitutos em cada campo político.

Conclusão

O empate entre Lula e Bolsonaro em um cenário de segundo turno revela que o Brasil continua dividido entre duas forças políticas antagônicas, que seguem definindo o rumo da política nacional. Mesmo com a inelegibilidade do ex-presidente, seu nome ainda exerce influência decisiva sobre o eleitorado conservador, enquanto Lula busca consolidar sua posição e ampliar o alcance de seu governo.

Com a eleição de 2026 se aproximando, o resultado da Quaest confirma que o país caminha para mais uma disputa acirrada, marcada pela polarização, pela força das redes sociais e por uma crescente disputa por narrativas.

Resumo dos dados principais:
• Lula: 41%
• Bolsonaro: 41%
• Brancos/nulos/abstenções: 13%
• Indecisos: 5%
• Margem de erro: ±2 pontos percentuais

O cenário mostra que, mesmo após anos de governos e crises, a política brasileira continua girando em torno de Lula e Bolsonaro, dois líderes que, amados ou rejeitados, ainda dividem o coração e o voto do país.

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