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Custo de vida volta a subir e pressiona orçamento das famílias brasileiras

O custo de vida voltou a subir no Brasil em 2025, pressionado pela inflação de serviços, energia mais cara e juros elevados. Mesmo com melhora na renda e no emprego, as famílias sentem o orçamento apertado. A expectativa é de alívio apenas gradual nos próximos meses.
Foto: Freepik

A economia brasileira enfrenta um novo desafio em 2025: a alta do custo de vida, que voltou a ganhar força depois de meses de estabilidade. A combinação de inflação resistente em serviços, energia mais cara e juros ainda elevados tem impactado diretamente o orçamento das famílias, especialmente as de renda média e baixa.

Inflação de serviços segue como vilã

Os preços de serviços, como alimentação fora de casa, transporte por aplicativo, mensalidades escolares e cuidados pessoais, continuam subindo acima da média. Esse tipo de inflação é mais difícil de controlar, pois depende de fatores como demanda aquecida em certas áreas e custos de operação mais altos.

Mesmo com o recuo da inflação de alimentos e combustíveis, a pressão dos serviços tem mantido o índice geral acima do desejado pelos formuladores de política econômica.

Energia e habitação também pesam

As tarifas de energia elétrica e de água registraram aumentos recentes ligados ao reajuste das empresas e à necessidade de compensar investimentos em infraestrutura. Já os aluguéis, apesar de terem desacelerado, ainda apresentam níveis elevados em grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador.

Esses dois itens, energia e habitação, costumam representar grande parte do orçamento familiar, o que intensifica o impacto para as famílias.

Juros altos travam o consumo

A política monetária ainda apertada mantém o crédito caro. Financiamentos, empréstimos pessoais, compras parceladas e cartões de crédito continuam pesando no bolso, limitando o consumo e dificultando reorganizar dívidas.

O resultado é uma população mais cautelosa, reduzindo gastos e priorizando itens essenciais.

Renda cresce, mas perde para o custo de vida

O mercado de trabalho tem mostrado números positivos, com aumento da ocupação e melhora dos salários formais. No entanto, o ganho de renda ainda não é suficiente para compensar o avanço dos gastos básicos, reduzindo a capacidade de compra.

Economistas alertam que, sem uma queda mais consistente da inflação e dos juros, os brasileiros devem continuar sentindo pressão no dia a dia.

Perspectivas

O governo e o Banco Central projetam alívio gradual ao longo de 2026, com expectativa de desaceleração dos preços de serviços e redução mais sólida dos juros. Porém, até lá, o cenário permanece desafiador.

Para muitas famílias, 2025 ficará marcado como um ano de aperto financeiro, mesmo com a economia crescendo, ainda que em ritmo lento.

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