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Alemanha alerta: acordo UE-Mercosul pode fracassar sem consenso imediato

A Alemanha afirmou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul pode estar “provavelmente morto” caso não haja avanços rápidos nas negociações. O impasse envolve principalmente exigências ambientais da UE e resistências de países do Mercosul, além de pressões políticas internas na Europa. Sem consenso, o pacto, negociado há mais de 20 anos, corre risco de ser abandonado.
Foto: Adobe Stock

A Alemanha alertou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul pode estar “provavelmente morto” caso não haja avanços concretos nas negociações nos próximos meses. A declaração reflete a crescente frustração de países europeus com a falta de consenso interno no bloco e com as divergências envolvendo questões ambientais, especialmente ligadas ao desmatamento e às exigências de sustentabilidade impostas aos países sul-americanos.

Segundo autoridades alemãs, o tempo político para fechar o acordo está se esgotando. A União Europeia enfrenta pressão de agricultores e setores industriais que temem concorrência desleal, enquanto governos exigem garantias ambientais mais rígidas por parte do Mercosul. Ao mesmo tempo, países como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai consideram excessivas algumas das contrapartidas exigidas pela UE, alegando que elas criam barreiras comerciais disfarçadas.

O pacto UE-Mercosul, negociado há mais de duas décadas, é visto como estratégico por ambos os lados. Para a Europa, representa acesso ampliado a mercados agrícolas e matérias-primas; para o Mercosul, abriria portas para um dos maiores mercados consumidores do mundo, além de fortalecer laços políticos e econômicos. No entanto, a falta de alinhamento político e a mudança de prioridades globais têm dificultado o avanço final do texto.

Diplomatas europeus afirmam que, sem um compromisso claro do Mercosul em relação às cláusulas ambientais e sem a disposição de países europeus em flexibilizar pontos sensíveis, o acordo corre o risco de ser abandonado definitivamente. A Alemanha, tradicional defensora do livre comércio, reconhece que ainda há espaço para negociação, mas alerta que a janela de oportunidade está se fechando rapidamente.

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