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Laudo pericial descarta lesão ou fratura por ação humana na morte do cão Orelha

Perícia da Polícia Científica de Santa Catarina concluiu que o cão Orelha não teve lesão ou fratura por ação humana.
Foto: Polícia Civil Santa Catarina

A perícia realizada pela Polícia Científica de Santa Catarina concluiu que não foram encontradas fraturas ou lesões ósseas provocadas por ação humana no corpo do cão comunitário conhecido como Orelha. O exame foi feito após a exumação dos restos mortais do animal, que havia sido encontrado morto na Praia Brava, em Florianópolis, gerando grande comoção e suspeitas de maus-tratos.

De acordo com o laudo, nenhuma alteração óssea compatível com agressão foi identificada, inclusive no crânio. Os peritos também descartaram versões que circularam nas redes sociais, como a possibilidade de um objeto perfurante ter sido usado contra o animal, já que esse tipo de violência deixaria marcas evidentes nos ossos, o que não foi constatado.

O relatório técnico destaca, no entanto, que o estado avançado de decomposição e esqueletização do corpo impediu a análise de tecidos moles e órgãos internos. Por essa razão, não foi possível determinar com precisão a causa da morte, nem descartar completamente a ocorrência de algum tipo de trauma que não provoque fratura óssea.

O laudo foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, responsável por conduzir a investigação. As autoridades seguem analisando o caso para definir se haverá novos desdobramentos ou a necessidade de diligências complementares.

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