O governo federal estuda vetar trechos do projeto que amplia o apoio financeiro ao setor agropecuário devido ao elevado impacto nas contas públicas. Técnicos da equipe econômica estimam que as medidas aprovadas pelo Congresso possam gerar um custo de até R$ 140 bilhões nos próximos anos, pressionando ainda mais o orçamento da União.
Entre os pontos analisados estão mecanismos de renegociação de dívidas rurais, ampliação de subsídios e facilidades de crédito para produtores afetados por eventos climáticos adversos. O agronegócio defende as medidas como essenciais para garantir a continuidade da produção e evitar prejuízos maiores ao setor.
Integrantes do Ministério da Fazenda argumentam que o impacto fiscal da proposta pode comprometer metas de equilíbrio das contas públicas e dificultar o cumprimento do novo arcabouço fiscal. Por isso, o governo avalia alternativas que permitam atender parte das demandas dos produtores sem provocar um aumento significativo dos gastos.
Representantes do setor rural afirmam que o apoio é necessário diante das dificuldades enfrentadas por produtores em diversas regiões do país, especialmente após períodos de seca e enchentes. A expectativa é que a decisão final sobre possíveis vetos seja tomada após novas negociações entre o Palácio do Planalto, parlamentares e entidades do agronegócio.