Empresários e representantes do setor turístico de Salvador demonstram preocupação com os impactos econômicos que uma possível redução da jornada de trabalho e o enfraquecimento da escala 6×1 podem causar na capital baiana. Hotéis, bares, restaurantes e empresas ligadas ao turismo avaliam que mudanças bruscas no modelo atual poderão elevar custos operacionais e provocar reajustes de preços para consumidores.
Segundo entidades do segmento, a necessidade de contratar novos funcionários para cobrir folgas e reorganizar escalas pode pressionar financeiramente pequenas e médias empresas, especialmente em períodos de baixa movimentação turística. O receio é de que parte dos estabelecimentos precise reduzir equipes para equilibrar despesas diante de novas exigências trabalhistas.
Especialistas, porém, afirmam que a discussão também envolve qualidade de vida, saúde mental e produtividade dos trabalhadores. Defensores da mudança argumentam que jornadas menos desgastantes podem melhorar o atendimento, reduzir afastamentos e aumentar a eficiência dos profissionais, principalmente em áreas com alta carga horária, como hotelaria e alimentação.
O debate sobre o futuro da escala 6×1 segue avançando em Brasília e já provoca reações em diferentes setores econômicos do país. Em Salvador, empresários e trabalhadores acompanham as discussões com atenção, diante da importância do turismo para a geração de empregos e movimentação da economia local.