A Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente, nesta terça-feira (25), a falência da Oi. A decisão foi tomada pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), encerrando o processo de recuperação judicial da companhia.
A operadora acumula uma dívida superior a R$ 44 bilhões e possui patrimônio líquido negativo de aproximadamente R$ 22,6 bilhões. A empresa também reúne mais de 164 mil credores, segundo informações do processo judicial.
Esta é a segunda vez que a falência da Oi é decretada. A primeira decisão ocorreu em novembro de 2025, mas acabou suspensa após recursos apresentados por bancos credores, permitindo que a companhia retornasse ao processo de recuperação judicial.
A nova decisão ocorre em meio ao agravamento da crise financeira da empresa. A própria Oi informou à Justiça que enfrentava esgotamento de recursos e dificuldades para cumprir obrigações essenciais, enquanto fornecedores chegaram a suspender serviços por falta de pagamento.
Com a falência, o advogado Bruno Rezende foi nomeado administrador judicial. Caberá a ele auxiliar no levantamento dos ativos da companhia, na condução do processo de liquidação e no pagamento dos credores conforme a ordem estabelecida pela legislação.
A trajetória de crise da Oi se estende por mais de uma década. A empresa entrou pela primeira vez em recuperação judicial em 2016, quando acumulava cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. O processo foi encerrado em 2022, mas a companhia voltou a buscar proteção judicial em 2023, desta vez com passivo superior a R$ 44 bilhões.