NOTA PÚBLICA – EXIGIMOS RETRATAÇÃO, PLURALIDADE E RESPEITO AO SETOR DO CACAU
A recente abordagem da CNN Brasil, por meio do comentarista Marcelo Brito, ao tratar da regulação da importação de cacau, causou perplexidade e indignação no setor produtivo.O tema foi apresentado de forma simplificada, sem aprofundamento técnico adequado e sem a presença de vozes que representam quem produz. Em um assunto que envolve risco fitossanitário, equilíbrio econômico e sobrevivência de milhares de famílias, isso não é detalhe — é falha grave.
Duas falhas graves na entrevista :
- Os produtores não querem barrar importação; querem criar critérios;
- Ele omite que ao contrário de outras commodityes existe um cartel nesse mercado que paga preço abaixo de bolsa;
- Quem não quer diálogo sempre foi a indústria;
O setor produtivo seja @anpc.org.br @faebsenarba precisa com urgência exercer direito de resposta .
As falas foram de grande dissonância com a realidade do setor.
Ignorou-se no debate:
O histórico devastador de crises sanitárias na cacauicultura brasileira;
O risco real de introdução de novas pragas;
O impacto direto sobre pequenos e médios produtores;
O desequilíbrio estrutural entre indústria e produção primária.
Nos comentários da própria emissora, a reação foi direta:
” Ninguém pede fim de importação; pede regulação e fiscalização ao drawback”
“Cadê os técnicos do setor?”
“Importação sem discutir praga é irresponsável.”
“Quem assume o prejuízo se houver contaminação?”
Diante disso, o setor produtivo faz uma cobrança objetiva e pública à CNN Brasil:Retratação editorial pela abordagem incompleta do tema;Abertura imediata de espaço para debate ao vivo com especialistas técnicos independentes e representantes dos produtores.
Que a FAEB seja formalmente ouvida, como entidade representativa da agricultura baiana e voz legítima dos produtores de cacau;Compromisso público com pluralidade e responsabilidade técnica na cobertura de temas estratégicos do agronegócio.O cacau brasileiro não pode ser tratado como variável abstrata de mercado. É produção real, risco real e impacto social concreto.
A imprensa é livre. Mas liberdade exige responsabilidade.O setor está atento.E exige resposta pública.