As praias de Salvador enfrentam um alerta para banhistas: a maioria está classificada como imprópria para banho, restando apenas uma considerada adequada para uso recreativo. O cenário é resultado de análises recentes da qualidade da água, que avaliam a presença de bactérias e outros indicadores de poluição.
De acordo com o monitoramento ambiental, a classificação de impropriedade está relacionada, principalmente, ao despejo irregular de esgoto, à influência das chuvas que arrastam resíduos para o mar e à contaminação por ligações clandestinas na rede de drenagem. Esses fatores elevam os níveis de coliformes fecais, tornando a água inadequada para banho e atividades recreativas.
As autoridades orientam que a população evite entrar no mar em praias classificadas como impróprias, especialmente crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, devido ao risco de infecções de pele, problemas gastrointestinais e outras doenças. A recomendação é acompanhar os boletins oficiais de balneabilidade antes de ir à praia.
O poder público afirma que ações de fiscalização, saneamento e educação ambiental seguem em andamento, mas reforça que a melhoria da qualidade das praias depende também da colaboração da população no descarte correto de resíduos e na preservação do meio ambiente costeiro.