O Brasil contabiliza 55 casos confirmados de MPOX em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. As informações fazem parte do monitoramento contínuo realizado pelas autoridades de saúde em todo o país, que acompanham a doença desde o surto registrado a partir de 2022.
De acordo com o órgão federal, os registros atuais indicam um cenário controlado, com casos isolados e sem evidências de transmissão comunitária ampla. A maior parte dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados, e nenhum óbito foi confirmado neste ano em decorrência da doença.
Os casos estão concentrados principalmente em estados com maior capacidade de vigilância epidemiológica e testagem, como São Paulo, além de registros em Rio de Janeiro, Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rondônia. A pasta da Saúde destaca que variações nos números podem ocorrer devido ao tempo de consolidação das notificações feitas por estados e municípios.
A MPOX é uma doença viral causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, e pode ser transmitida por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, crostas, além de contato íntimo e prolongado ou compartilhamento de objetos contaminados, como roupas e toalhas.
Entre os principais sintomas estão erupções cutâneas, febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares e inchaço dos linfonodos. As autoridades de saúde orientam que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento médico e evitem contato próximo até a confirmação diagnóstica.
O Sistema Único de Saúde (SUS) mantém protocolos de vigilância ativa, com testagem laboratorial, isolamento dos casos confirmados e rastreamento de contatos. Especialistas avaliam que, apesar do registro contínuo da doença, não há risco de pandemia no momento, mas reforçam a importância da prevenção, da informação e do diagnóstico precoce para evitar novos surtos.