O embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, afirmou que o Brasil precisa se preparar para o pior diante da escalada do conflito no Oriente Médio. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo ataques militares, retaliações e o risco de expansão do confronto para outros países da região.
Segundo Amorim, a intensificação da crise pode gerar consequências imprevisíveis no cenário internacional, com reflexos diretos na economia global, no mercado de energia e na segurança internacional. O diplomata classificou como extremamente grave o atual momento e destacou que ações militares recentes aumentam o risco de um conflito de grandes proporções, com impacto humanitário significativo.
O assessor ressaltou que o governo brasileiro acompanha a situação com atenção e preocupação, avaliando possíveis efeitos para o país. Entre os pontos observados estão eventuais altas no preço do petróleo, instabilidade nos mercados e impactos em cadeias de abastecimento. Amorim defendeu que o Brasil mantenha uma postura ativa na diplomacia internacional, reforçando o diálogo e a negociação como alternativas à escalada da violência.
Ele também afirmou que pretende discutir o cenário com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a necessidade de planejamento estratégico diante de um ambiente global cada vez mais instável. Para Amorim, o papel da diplomacia brasileira é essencial para contribuir com iniciativas de paz e proteger os interesses nacionais em um contexto de crise internacional.